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UM
CURSO EM MILAGRES
26 DE MAIO DE 2004
4ª FEIRA
MEDITAÇÃO:
Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.
Jorge: Tínhamos um exercício na semana passada?
Participante:
Sim, era:- Emergir e flutuar;
-Ver todos os investimentos, para onde estou direcionando mais a minha energia
mental, física e espiritual.
Jorge:
Sobre emergir e flutuar, quero reforçar que estar mergulhado ou estar
flutuando, tem muita semelhança. Parece até que, quando eu
estou mergulhado, é quando estou mais confortável, embaixo
da água mergulhado, do que flutuando em cima da água. Porque
parece que, para flutuar eu tenho que fazer mais esforço, tenho que
ficar controlando a respiração. Isto, às vezes, pode
ser uma impressão equivocada, a gente acha que está flutuando,
na verdade está mergulhado e a sensação de estar mergulhando
ou flutuando é muito semelhante. Mergulhando você não
está preso ao solo e flutuando você, também, não
está preso ao solo. São situações que, às
vezes, a gente está em um estado mais denso e parece que a gente
está em estado de flutuação, mas estamos mergulhados.
O que faz a gente perceber isso é quando um tubarão vem morder
o pé da gente. Se o tubarão vem morder meu pé, por
mais bem que eu pareça estar, eu estou mergulhado, se eu estiver
flutuando ele não morde.
Quando ficamos tristes é porque baixou a nossa vibração.
Aquele estado que parece uma dificuldade, às vezes, é uma
dificuldade para dar um salto para uma situação melhor. Vale
a pena não se deixar abalar e quando a gente se dá conta,
tentar segurar, não é fácil, mas é um exercício
que temos que fazer. Centralizar a nossa atenção para ver
quanto nós estamos investindo no espírito, quanto estamos
investindo nas coisas materiais e quanto estamos investindo nas coisas intelectuais.
Não é que não devemos investir na matéria, não
é que não devemos investir no intelecto, mas é que
temos que investir no espírito também, pelo menos ter um determinado
equilíbrio nos nossos investimentos, entre investir no espírito,
mente e na matéria, colocando o espírito como centro das nossas
prioridades.
Participante: Eu acho que, às vezes o trabalho na matéria que estou fazendo se confunde com o investimento no espírito.
Jorge:
Se você trabalha só para a matéria, você coloca
a matéria como prioridade, você separou. Então você
vou trabalhar para comprar um carro novo. Quando alguém te convida:
“Vamos fazer uma meditação”. Você diz: “Não,
tenho que fazer hora extra para comprar um carro novo”. Então,
você esta dando prioridade na matéria, você não
está dando um tempo para cada coisa, para você se restabelecer
em outro nível espiritual. Há também a pessoa que fica
somente no intelecto. Em determinado momento de nossa vida é exigido,
no meio em que vivemos, por exemplo, a pessoa entra na faculdade, a pessoa
fica praticamente dia e noite somente no intelecto. O que acontece? Quando
está chegando no fim do curso, a pessoa entra em depressão,
percebe que aqueles 4 ou 5 anos que investiu naquilo, não a deixou
mais feliz, criou um vazio em algum nível que ela não consegue
compreender aonde que está, mas sente um vazio, que não sabe
nem se quer terminar o curso.
Se eu coloco como prioridade o que nós chamamos de ‘desenvolvimento
espiritual’, mas eu acho que esta palavra está errada. Eu acho
que o que temos que fazer é o desenvolvimento intelectual e material,
porque se nós estamos envolvidos com a matéria, nós
temos que desenvolver. A medida em que eu vou me envolvendo mais com a matéria,
vou necessitando mais desenvolvimento. Por isso, eu acho que não
é desenvolvimento espiritual e é mais envolvimento espiritual,
quero estar mais envolvido com as atividades espirituais para ter o equilíbrio.
Se eu coloco isto como prioridade no meu trabalho, se sou vendedor de automóveis,
eu não vou mais estar forçando uma situação
material, me desgastando excessivamente, porque eu estarei vendendo o automóvel,
vou fazer aquilo com carinho, vou fazer aquilo que estou fazendo com amor,
porque o espírito é amor, é alegria, é prioridade,
então acabaram todos os outros transtornos. Se estou estudando, pode
ser a mesma coisa, porque estarei ativando, como prioridade o meu espírito,
vou estar contente estudando, vou estar feliz, vou aprender, não
vou me estressar, não vou me desgastar . Aí eu posso trabalhar,
estudar, tendo o espírito como prioridade em tudo que eu faço.
Envolver-se muito mais com o espírito, este crescimento, essa prosperidade
intelectual e material vai acontecer, à medida que você prospera
em direção ao espírito na mesma proporção.
Porque tudo funciona na mesma proporção, quando você
põe o espírito no centro. Então uma pessoa espiritualizada,
como a gente vê, tem que ser alegre e prosperar em todos os níveis,
tem que ser alegre, feliz, tem que estar contente com que está fazendo,
todo o resto vai se tornar mais fácil e ela consegue inspiração
e a força para prosperar. Por isso que diz “Busca primeiro
o Reino, que tudo o mais te será dado por acréscimo”
é isto que quer dizer.
O exercício de procurar avaliar quanto nós estamos dedicando
de nós mesmos às questões espirituais, quanto estamos
dedicando às intelectuais e ao material também, porque ele
é a base. Você não pode, por exemplo, dizer: Agora sou
só espiritual, trabalhar eu não quero mais. Isto não
vai dar certo. Não vai dar certo porque você vai cair da tua
base, porque a base é física, onde nós estamos. Se
você parar de trabalhar, não vai ter dinheiro para comer, não
vai ter dinheiro para nada. Se você não tem, você não
vai ser aceito nos grupos. Se entrar numa religião, tem que pagar
o dízimo, se você não tem trabalho dão um jeito
de arrumar, para que você pague o dízimo, porque você
tem que contribuir em todos os níveis. Esta idéia é
que faz a gente compreender que, nós temos que alinhar todos os níveis,
não pode deixar nenhum de fora. A matéria ninguém está
deixando de fora, o intelecto algumas pessoas estão deixando de fora,
mas o espírito a maioria está deixando de fora, daí
é que a coisa não funciona.
Vamos continuar a avaliação esta semana, vamos pensar a respeito disto, vamos ver se isso funciona.
Participante:
Se “tudo será me dado por acréscimo”, eu não
preciso trabalhar mais, não é mesmo?
Jorge: Precisa sim! Porque uma pessoa tem dificuldades financeiras? Hoje
uma pessoa me perguntou, pela Internet: “Como é que é
esta história de milagres, que vocês estão falando?”
Ele falou também: “Tenho uma dívida e quero saber se
posso pedir um milagre?” Eu respondi que ele tem que pedir um milagre,
mas o milagre vai ser direcionado, não para ele ganhar o dinheiro,
mas para curar na sua mente o que está bloqueando isto. Então,
se o milagre acontecer de curar a mente, aquelas dificuldades que ele tem
para ganhar o dinheiro e saldar as dívidas, vão desaparecer,
aí pode ser que apareça um trabalho para ele fazer. Ninguém
disse que o dinheiro vai cair do céu. O natural é que, vai
aparecer alguém oferecendo um trabalho. Nem que seja trabalhar das
6 da manhã até as 10 horas da noite. “Olha eu tenho
um trabalho para você fazer, você vai conseguir dinheiro para
pagar a tua dívida”. Se a pessoa disser: “Ah, não,
se tiver que trabalhar, então eu não quero”.
Participante: A gente sempre espera que o milagre seja fenomenal, não nos foi ensinado, quando pequenos, que ele é natural.
Jorge: Não esperamos que vá aparecer alguém que vai dar uma oportunidade para resolver aquela situação. Saldar a dívida é o resultado do milagre. O milagre é alguém aparecer para te oferecer uma oportunidade.
PRINCÍPIO
33
Milagres te honram porque és amável. Eles dissipam ilusões
a respeito de ti mesmo e percebem a luz em ti. Assim expiam os teus erros
libertando-te dos teus pesadelos. Por liberar a tua mente da prisão
das tuas ilusões, restauram a tua sanidade.
Jorge:
Milagres te honram porque és amável, se és amável
eles restauram o amor em você, fazem isto porque te libertam das tuas
ilusões. Quais são as nossas ilusões? Da matéria
como prioridade, como se ela tivesse um objetivo em si e do intelecto, como
se ele tivesse um objetivo em si mesmo. O milagre dissipa todas essa ilusões.
Mostra que você é amável porque, enquanto você
estiver trabalhando no nível da matéria, você tende
a perder a tua amorosidade, porque o mundo material é muito conflitante.
Facilmente nós nos envolvemos com os conflitos da matéria
e aquilo a gente vai guardando e ruminando. Como nós temos um espaço,
nós podemos ocupar com uma coisa ou com outra , tendemos a ocupar
com as nossas desavenças. Se nós temos um copo e colocamos
água neste copo, a água é cristalina, a medida que
você vai colocando pedras dentro deste copo, elas vão tomando
o lugar da água. Para recuperar o espaço da água, você
tem que retirar as pedras e deixa o copo na chuva, que ele enche com água
de novo. Nós temos um espaço em nós, que ocupamos assim
como nós ocupamos um espaço físico com o nosso corpo
físico, em outros níveis nós também ocupamos
um espaço, com pensamentos, com emoções. Às
vezes, muitos pensamentos e emoções, vão ocupando espaços
e os registros da visão e de audição, de todos os cinco
sentidos, vão ocupando espaços onde nós vamos registrando
situações que não são amorosas. Então,
de tanto colocar coisas não amorosas, vamos chutando as coisas amorosas
para fora e vamos ficando cada vez menos amorosos.
Os milagres restauram, em ti , a amorosidade e você começa
a se dar conta que você não é aqueles entulhos, aquelas
pedras que você guardou, então eles restauram a tua sanidade.
O que é sanidade? É a santidade, isto é a cura que
as pessoas buscam. O milagre cura? Sim, cura, restaura a sanidade da tua
mente. Nós temos que trabalhar neste nível.
Participante: Através da expiação, é isto?
Jorge: A Expiação é o princípio, o Milagre é o meio e a Cura é o resultado.Como você quer receber os milagres? O que é o princípio? O princípio é o começo. Você começa fazendo a expiação, aí os milagres vão acontecer e a cura vai ser resultante disto.
Participante: O trauma é uma ilusão do ego?
Jorge: Trauma é uma percepção equivocada de um dos sensores e sendo uma percepção equivocada, é uma ilusão do ego. O que é uma percepção equivocada? Uma pessoa te dá um grande susto, você fica traumatizada, mas você sabe do Curso em Milagres, que o medo é a falta de amor, então você percebeu equivocadamente, ela quis fazer uma brincadeira contigo, uma coisa alegre e te assustou, você que percebeu equivocadamente e ficou traumatizada com aquilo. A tua percepção pode ser equivocada ou não, pode ficar bem alegre e dizer: “Oh, me deste um susto, que legal”! Assim, você brinca com a pessoa ou pode ficar traumatizada, você é que percebe. A separação transformou a nossa mente em perceptor, ao invés de criarmos começamos a perceber as coisas e a medida em que percebemos , começamos a perceber equivocadamente, porque a percepção está separada em níveis. Os níveis da percepção são, intervalos, aspectos e graus. Eles são captados pelos cinco sensores, que são visão, tato, olfato, audição e paladar, através de: pensamentos, palavras, atos e omissões.
Participante: Com este aprendizado, este treinamento que nós estamos fazendo, a morte necessariamente não precisa ser uma experiência traumática, não é mesmo?
Jorge:
Depende como nós percebemos. Os hindus, por exemplo, fazem uma festa
quando morre alguém. Quando eu recebi esta notícia, pela primeira
vez, eu achei isso muito estranho, quase um desrespeito, porque nós
estamos acostumados a tratar a morte com respeito, medo, perda, respeito
aos familiares, solidariedade aos familiares, etc.
Hoje tenho a compreensão que a maioria dos hindus se dedica a centrar
o espírito, é a prioridade deles. Tanto que eles têm
uma miséria impressionantes, porque as pessoas só querem se
dedicar a Deus, ao espírito nas suas mais diferentes crenças.
Tem o Hinduísmo, Budismo, tem centenas de gurus, de Mestres, mas
o que todos pregam é a mesma coisa, o espírito no centro,
é a prioridade máxima, a ponto das pessoas deixarem tudo que
têm e seguirem o mestre que possa lhes orientar de como fazer isto.
É a mesma coisa que a freira, por exemplo, quando uma pessoa destas
morre, a gente tem que fazer uma festa. Por quê as pessoas daqui choram
quando morre alguém? Porque, às vezes, nós projetamos
o nosso medo de morrer, sabendo que nós damos prioridade à
matéria ou o desenvolvimento intelectual e nada para o espírito.
Nós aprendemos na nossa formação que, quem morre vai
para o purgatório, para o céu ou para o inferno. Se a pessoa
não se dedicou ao espírito, para o céu, provavelmente
não vai. Aí que nós projetamos o nosso medo, porque
amanhã será a nossa vez. Temos medo, porque não estamos
nos dedicando ao espírito, não é que não possa
fazer outras coisas, mas tem que fazer isso também. Como não
fazemos isso também, não colocamos o espírito como
uma prioridade, então, quando alguém morre, ficamos com medo
que esta pessoa não vá para o céu e projetamos o nosso
medo nisso. Por isso, percebemos equivocadamente. As percepções
dos cinco sentidos que são registradas, formam a consciência
e as nossas ações através de pensamentos, palavras,
atos e omissões é que vão definir o que nós
estamos fazendo com as percepções. Você pode colocar
as tuas percepções a serviço do espírito, da
matéria ou do intelecto.
Então é assim:
-Vou colocar as minhas percepções a serviço da matéria,
como eu vou perceber o João? “É um poberetão,
até hoje não conseguiu comprar um carro”. Você
vê que tudo é projeção daquilo que eu tenho em
mim.
-Vou colocar as minhas percepções a serviço do intelecto,
como vou perceber o João? “É um burro, não estudou,
não sabe nada, não fez nem o segundo grau”. Só
estou percebendo no nível do intelecto.
-Vou colocar as minhas percepções a serviço do espírito,
como vou perceber o João? É um ser perfeito, não importa
se tem carro, se estudou ou não. Somos todos iguais. O que faz percebermos
a diferença é isto, o que faz separar uns dos outros são
estas percepções ou a serviço da matéria ou
a serviço do intelecto. “Imagine que eu, que cursei a faculdade,
vou namorar com uma pessoa que nem terminou o segundo grau?” Eu conheci
uma moça que era filha de uma pessoa que tinha muito dinheiro, ela
se apaixonou perdidamente por um rapaz que tinha uma Brasília, ela
terminou o namoro, disse “não posso continuar namorando, como
eu vou sair com ele numa Brasília?” Até hoje ela está
sozinha e sofrendo. Ele arrumou uma outra namorada, casou e ela sobrou.
Ela arrumou outro namorado rico, mas não deu certo. Veja como nós
colocamos as nossas percepções e é nós que sofremos
com isto, não é o outro que sofre , é quem percebe,
que passa a sofrer, porque percebe equivocadamente . Olhamos para a outra
pessoa e começamos a separar ao invés de unir. Se nós
tirarmos esse foco, vamos ser felizes, vamos parar de olhar as aparências
físicas. Não vamos parar de ter percepções,
você apenas vai colocar a percepção a serviço
do nível do espírito. A medida que você colocar no nível
do espírito, você vai amar todas as pessoas e todas as pessoas
vão amar você, independente da tua aparência.
Participante: É com os cinco sentidos que eu vou ter que fazer isto?
Jorge: É claro! Você coloca os cinco sentidos a nível do espírito daí você pára de separar. Por quê? Porque você vai abraçar igualmente uma pessoa baixa, alta, gorda, magra, loira, morena, de olho azul, de olho verde.
Participante: Não vou perceber que é baixo?
Jorge: Você percebe, mas você não usa isto para separar.
Participante: Agimos com uma espécie de filtro, um filtro a nível material.
Jorge: É só uma mudança de objetivos. Veja os relacionamentos, são baseados em quê? Na aparência física. Quanto tempo duram? Um dia, dois, uma noite, uma semana, talvez. Por quê? Porque amanhã não interessa mais aquela pessoa, porque você só viu o físico, você só abraçou o físico e do resto você nem quis saber . É claro que isto não vai durar. Quanto tempo dura a beleza do corpo físico? É muito pouco, por mais que você tente manter isto com técnicas com plásticas, com infinidade de recursos que a medicina tem, com remédios que a televisão vende. Isto não é o que vai fazer a pessoa ficar com você. Veja, estas belezas monumentais que são os modelos, masculinos e femininos que a televisão apresenta para gente. Eles são felizes nos seus relacionamentos, são duráveis? Não! Por quê? Porque, praticamente só investem no corpo. Uma pessoa fica uma semana com o corpo, daí começa tentar buscar uma coisa além, porque o corpo não dá satisfação para você, o que dá satisfação é o desenvolvimento intelectual e espiritual da pessoa. Porque só intelectual também não dá satisfação.Uma pessoa só intelectual, que passa o tempo todo falando sobre o mesmo assunto, é a mesma coisa que focar só no corpo, não é só isso e é a mesma coisa que focar só no espírito da pessoa. Você tem que trabalhar nos três níveis, tem que estar com os três equilibrados. Então, você vai ter que estar com o corpo da pessoa, com o intelecto e a espiritualidade, mas tem que parar de perceber para separar. Quando eu começo a olhar se é loira ou morena, estou separando, quando eu começo a olhar o amor que a pessoa tem, acabou a separação. Por que é que se diz que o amor é cego? Porque o amor não separa por aspectos, graus e intervalos. A pessoa é um todo, não é uma coisa só. A pessoa que ama não vê se outro é gordo, magro ou baixo, ela ama e pronto. É isto que temos que olhar. Quantas pessoas foram reparar que a mulher era 10 centímetros mais alta depois de 10 anos de casados.
Livro
Texto
Página 44
3. O ego é o aspecto questionador do ser pós-separação,
que foi feito ao invés de criado. É capaz de fazer perguntas,
mas não de perceber respostas significativas porque estas envolveriam
conhecimento e não podem ser percebidas. A mente está, portanto,
confusa, pois só a mentalidade Una pode ser sem confusão.
A mente separada ou dividida não pode deixar de ser confusa. É
necessariamente incerta em relação ao que é. “Tem
que estar em conflito, pois não está de acordo consigo mesma.
Isso faz com que seus aspectos sejam estranhos um para o outro e essa é
a essência da condição que induz ao medo, na qual o
ataque é sempre possível. Tens toda a razão para sentir
medo percebendo a ti mesmo como tu te percebes. É por essa razão
que não podes escapar do medo enquanto não reconheceres que
não criaste a ti mesmo, nem poderias tê-lo feito. Tu nunca
podes fazer com que as tuas percepções equivocadas sejam verdadeiras
e a tua criação está além do teu próprio
erro. É por essa razão que, eventualmente, tens que escolher
curar a separação.
Participante: Chamou a minha especial atenção a palavra “eventualmente”.
Jorge: Nem sempre ‘eventualmente’ quer dizer ‘às vezes’.
Participante:
Essência eventual. A mente trabalha com eventos, não tem certeza
na mente.
A escolha acontece na mente egóica?
Jorge:
Sim! Na mente sã não tem escolha, porque não tem eventos.
A escolha é ‘escolher curar’ a cada evento. Porque a
todo momento você vai acessar na tua mente algo em aberto, você
tem que escolher curar . Então, cada evento que acontece você
tem que curar.
O que é cura? Cura é escolher a expiação. Não
deixar em aberto. Quando você abre a mente fica confusa. Sempre que
estou com a mente integra, estou com a mente una, não devo nada a
ninguém, não tenho conflito com ninguém, ninguém
deve nada para mim, não tem confusão nenhuma.
O que é confusão? ‘Com fusão’ e ‘sem
fusão’. Quando acontece uma confusão? Quando eu fico
devendo 10 reais, por exemplo. Se eu estou devendo 10 reais para você,
eu não estou mais íntegro, porque estou dividido. Com quem
estou dividido? Com você! Então, aconteceu uma fusão
do meu ser com o teu. Porque, agora, parte de você está comigo
e parte de mim está ligada a você nessa dívida, então
aconteceu a fusão. E quando acontece qualquer evento do tipo ‘fusão’
a mente não sabe mais o que fazer, fica confusa, você fica
dividido, não está mais inteiro, você fica dual, não
sabe mais que atitude tomar. Surge uma coisa diferente que abre na tua mente
uma outra possibilidade, você já está confuso, quando
você abriu uma possibilidade para outra coisa, parte da tua mente
se fundiu àquela possibilidade, isso é a fusão. Então,
o que você tem que fazer? A cada evento destes, você tem que
escolher a cura, a cura é a reintegração da mente,
é não ficar dividido, daí acaba a fusão ou a
confusão, aquilo que não é teu, você se torna
íntegro outra vez. Se você pega aço e mistura com madeira,
você tem uma fusão, você misturou uma coisa com a outra.
Você olha e pergunta ‘isso é aço ou madeira?”
Estabeleceu-se a confusão, não se sabe mais se é uma
coisa ou se é a outra. O Jorge também. Quando o Jorge está
íntegro e fechado num aspecto que ele diz: isto é isto e acabou!
As pessoas dizem: O Jorge está íntegro, ele não abre!
Aí, se o Jorge abre, vem uma pessoa e pergunta: o que é isto?
Ele diz, ‘isto é madeira’. Vem outro e pergunta: O que
é isto? Ele diz: é pedra! Então as pessoas dizem: O
Jorge estão confuso, ele não sabe mais se aquilo é
madeira ou se é pedra. Abriu, abriram as possibilidades na mente.
A mesma coisa acontece no casamento, por exemplo, a pessoa quando vai casar,
vai para se unir com a outra pessoa, acontece uma fusão, mas você
não é mais só você, aí começam
os conflitos. Por quê? Porque você tem que administrar esta
fusão. Enquanto esta fusão não tornar os dois um só,
isso é um processo, pode durar décadas para acontecer, você
fica confuso. Enquanto esta fusão não acontece, os dois ficam
confusos. Por exemplo, você está com vontade de ir ao cinema,
mas será que ele vai gostar? Estou confuso, não sei se vou
no cinema ou ao teatro. Por quê? Porque você dividiu, você
não é mais integro, você tem que pensar pelos dois e
o pensamento dos dois tem que se unificar ao ponto dos dois quererem a mesma
coisa, dos dois gostarem das mesmas coisas.
Vamos pegar a idéia do casamento, você está casado,
unido a uma pessoa, para quem é católico, por exemplo, o padre
não esconde isso, ele diz: “que vocês se tornem um só”.
Mas para vocês chegarem neste ponto, vocês vão ter que
estar juntos, na riqueza, na pobreza, graça, na desgraça,
na alegria, na tristeza. Por que isto? Porque isto vai acontecer, mas vocês
não podem se dividir ou se separar por causa disto, vocês têm
que trabalhar para a unificação. O que vai acontecer? As pessoas
vão ficando cada vez mais parecidas, quando elas se unem numa relação.
Aí você tem que começar, a eventualmente, curar as divisões.
Por quê ? Porque eu quero ir ao teatro e a Raquel quer ir ao cinema,
temos uma divisão, eu escolho manter a divisão ou escolho
curar a divisão.
O que é curar a divisão? Seria assim: ‘eu vou contigo
no cinema e vou bem feliz’, não fico lá dizendo: ‘porque
eu vim no cinema!!!!’ Mesmo que você não goste, você
aprende a gostar, porque o outro gosta, você resolveu se unir a esta
pessoa. O que vai acontecer? Ela irá comigo alegremente ao teatro,
sem cobrança, sem chantagem. Assim, cada um dá um pouquinho
para estabelecer a cura das diferenças. Não é uma negociação,
é uma escolha, sem cobrança. Eu escolho ir contigo ao teatro.
E quando eu vou, eu vou inteira, não fico dividida ‘ah, porque
não fui no cinema?’. Eu me integro ao outro na escolha que
o outro fez, naquilo que ele quer. Então, a cada momento você
tem que escolher, a cada evento , esta escolha pode ser para integração
ou para fortalecer a divisão. Sempre você tem que escolher
favorecer a integração. Estar unidos, mesmo que um vá
ao cinema e o outro vá ao teatro, não tem que deixar isto
separa vocês. Quando existe a integração entre os dois,
mesmo que apareça uma “gatinha bonita” ao meu lado, eu
não vou ficar com a “gatinha bonita”, porque eu estou
inteiro com a Raquel.
Veja, como a cada evento eu tenho que escolher, primeiro evento: Eu escolhi
a Raquel; Segundo evento: A Raquel escolheu ir ao cinema, eu escolhi ir
ao teatro, isso não vai nos separar; No cinema, senta uma menina
ao meu lado, posso escolher estar íntegro com a Raquel ou arrumar
uma confusão com a menina. Tenho que escolher não fazer fusão,
porque a cada fusão eu divido a minha mente, fico dividido e vai
gerar uma confusão.
Então, você vai estar escolhendo para ser íntegro e
favorecer a integração ou a separação, a cada
evento, eventualmente, é isto que o livro diz.
Participante: Houve a primeira separação, quando nós nos separamos de Deus, foi porque a gente quis e agora tenho que vir para cá e evoluir?
Jorge: Não! Nós estamos aqui para curar a separação que aconteceu. Como nós estamos separados, cada um de nós tem que fazer este caminho, um a um, tem que juntar cada um dos cacos. A separação não aconteceu nesta quantidade que nós somos, aconteceu uma vez. Nós não estamos pagando. Nós somos os descendentes da primeira separação, nós reproduzimos a separação. Por quê? Vejam assim: Eles colocam que a 1ª separação foi a Eva, do primeiro 1 foi tirado uma costela para fazer a Eva. Isto não é um processo de clonagem? Então, a Eva já foi um clone. A partir daí estamos tentando reintegrar.
Participante: Mas essa história de Adão e Eva não é verídica.
Jorge:
É um simbolismo, para você entender a separação.
A separação no nível físico, temos que aprender
no nível palpável o que é a separação.
A partir daí tudo é separação e integração.
A percepção, através da visão, audição,
tato, paladar e olfato, vai fazer a gente se separar. Todas as percepções
fazem a gente separar.
Vamos ler mais uma vez este parágrafo.
Jorge: “O ego é o aspecto questionador do ser pós-separação, que foi feito ao invés de criado”. Então o ego, questiona as coisas, por que isso? Por que aquilo? Por que a gente morre? Por que a gente nasce? De onde a gente veio? O ego é capaz de fazer perguntas, mas não é capaz de perceber as respostas. Porque as respostas a estes questionamentos não estão no nível da percepção, dos cinco sentidos. Então você não vai ouvir isso com os ouvidos, você não vai ver isso com os olhos, você não vai perceber isso através do olfato, do tato ou do paladar. Por quê? Porque estas respostas estão acima do nível das percepções. É o que nós chamamos de nível do conhecimento. Por isso que o ego questiona e não tem respostas, porque ele busca as respostas através da percepção e através da percepção você não consegue obter as respostas, você só consegue perguntar, mas não consegue captar as respostas. Então, por exemplo, esse livro, Um Curso em Milagres, ele é uma resposta a todos os questionamentos, mesmo lendo o livro a gente tem dificuldade de compreender.
Participante: O conhecimento não pode ser percebido?
Jorge: Não! Ele está num outro nível.
Participante: O livro diz que o conhecimento é indizível.
Jorge:
É aquilo que nós trabalhamos outro dia, a diferença
entre saber e conhecer. Por exemplo: Eu sei que o marciano é verde,
mas eu não conheço nenhum marciano e se eu conhecesse um,
não significa que eu conheça o todo. O conhecimento não
admite partes, ou parcialidade, ele é total. Mesmo que eu diga, conheci
um marciano, não significa que eu conheci todos os marcianos, conheci
apenas uma parte, eu apenas sei como é um marciano, porque percebi
com os meus sensores como ele é na aparência o que os cinco
sentidos podem perceber.
Somente com o espírito você pode conhecer. Se você quer
conhecer, comece a priorizar o trabalho espiritual, daí é
que vem todo o conhecimento que é traduzido para baixo.
Participante: Ele pode ser transmitido?
Jorge: Ele tem que ser traduzido. Eu diria que o Um Curso em Milagres já é uma tradução do caminho que você tem que trilhar para alcançar o conhecimento, mas ele não diz o que é o conhecimento. Ele traduz o caminho que você tem que fazer para alcançar o conhecimento, mas ele não diz o que o conhecimento é. Então, para você alcançar o altar, onde o conhecimento está, é o enigma da esfinge ‘decifra-me ou eu te devoro’. Então você tem que decifrar o ego
Participante: A esfinge representa a metade egóica e metade santa?
Jorge: Sim. Metade Santa e Metade egóica, essa é a separação, que simbolicamente a gente projeta no Adão e na Eva .
Participante: Como acontece o conhecimento?
Jorge: Conhecimento acontece a medida que você se propõe a se envolver com o espírito. Maior grau de envolvimento é quando você atinge o nível do conhecimento e não percebe mais erros nos outros, só perfeições. Então, você não percebe se o cabelo está desalinhado, se falta um dente, se a pessoa é gorda, magra, baixa, se tem uma roupa boa, ou se não tem, que marca é o sapato, se tem carro ou se não tem, você ama a todos intensamente, igualmente, esse é o nosso maior grau de envolvimento com o espírito que podemos alcançar aqui no nível da percepção, sem julgar ninguém por nada.
Participante: “A mente está, portanto, confusa, pois só a mentalidade Una pode ser sem confusão”.
Jorge: Fusão e confusão está compreendido, então, e a unidade da mente. Nós já vimos falar de pessoas íntegras. Pessoa íntegra é uma pessoa que não deve nada para ninguém, não tem nada para receber de ninguém, que não faz desaforos para ninguém, não tem desavenças com ninguém. Antigamente se falava muito a respeito de pessoas que eram íntegras.
Participante: Se vou em determinado lugar, mas eu não quero ir, então criei confusão, não é mesmo?
Jorge: Sim arrumou confusão, deixou de ser íntegra. Então você escolhe estar dividida, mesmo indo a este lugar. Por exemplo: A Raquel precisa ir num lugar e está chovendo muito e eu não quero ir lá, mas como a Raquel precisa ir eu tenho que ir com ela porque isto faz parte do evento que está acontecendo, pode ser um jantar para casais para o qual os dois foram convidados, e eu não estou a fim de ir, então, eu escolho ir assim mesmo, sem querer, e vou bem contente e feliz, estou contente aonde quer que Ele deseje, é isto que nós temos que aprender, gente!
Participante: E a Raquel, se ela não quiser ir?
Jorge:
Ela escolhe ir, ela nunca escolheu não ir, e no momento que ela escolheu
ir ela foi inteira, ela não ficou lá se lamentando, pensando
ou dizendo: ‘viu!...por quê eu vim junto?’, ‘ah,
que lugar chato!’, fica o tempo inteiro injuriado, como se diz. Assim,
você escolheu a separação, mesmo indo junto. Você
escolheu separar, ao invés de integrar, naquele evento. Por quê?
Para não dar confusão eu vou com a Raquel, no lugar que anteriormente
não queria ir, eu escolho ir. Se eu escolhi ir, eu não vou
ficar lá na festa, por exemplo, dizendo para a Raquel: ‘Ai,
que festa chata!’ ‘Vamos embora daqui’ ‘Esta você
me paga!’ Então, quando você escolhe ir, vá e
fique feliz por ter escolhido, é isso que fala aí.
Escolha ser feliz. Por quê? Para não dar confusão, você
escolheu ir, agora você vai fazer confusão porque escolheu
ir, então você não escolheu unir, você escolheu
desunir, você escolheu ir junto, mas separando. É isto que
nós temos que aprender a fazer. Sempre têm duas escolhas a
fazer. Sou obrigado a ir? Sou! Já que sou obrigado a ir devido as
circunstâncias, eu posso escolher ir feliz ou ir contrariado.
Participante: Posso escolher ficar, também.
Jorge: Se você escolheu ficar você, às vezes, escolhe separar, porque é obrigado você ir, é um jantar para os dois. Você pode escolher ficar. Mas vamos colocar no seguinte nível: O Jorge freqüenta o Curso em Milagres. O pessoal do curso em Milagres resolve fazer um jantar de confraternização entre casais, casal é um só, que um integrante freqüente o Curso. Aí vão todos, menos a minha esposa, ela escolheu ficar. Eu vou, mas vou contrariado, já não vou feliz . Eu estaria íntegro e feliz, se a minha parte da minha integração estivesse comigo. Veja como ficaria desconfortável para quem tivesse que ir sozinho porque a outra pessoa não quis ir. Então escolha estar íntegro com a pessoa naquele momento. Você pode escolher ficar, mas aí você estará escolhendo separar, naquele evento.
Participante: A mente separada ou dividida não pode
deixar de ser confusa. É necessariamente incerta em relação
ao que é. Tem que estar em conflito, pois não está
de acordo consigo mesma.
Jorge: Então, chega o Jorge sozinho no jantar, estou confuso. As pessoas perguntam: ‘Mas você não é casado?’ Eu digo: ‘Pois é, nem sei mais!’ Por quê é confuso? Porque eu sou casado, mas a minha esposa não quis vir junto comigo, ela resolveu ficar separada de mim num jantar que é tão importante para mim. Esta mente que escolheu a separação fica em conflito. E a esposa, que ficou em casa, também está em conflito quando ela escolhe a separação: “ah, não sei que marido é esse..., ele não gosta de mim, ele não escolheu ficar comigo, ele escolheu ir neste jantar que eu nem sei o que é isto”. Se você escolher ir no jantar, mesmo contrariada, no momento que você escolhe, escolha de uma maneira integral, vá e fique feliz.
Participante: E quando acontece a morte de um dos dois?
Jorge:
Quando um casal se separa os filhos deste casal podem ter grandes
traumas, pela separação dos pais. Já presenciei relatos
em Renascimentos sobre estes traumas. Quando um dos pais morre, não
fica trauma para a criança. Por quê? Porque a morte é
um evento natural, por mais que nós achemos que não, todos
nós aceitamos a morte como sendo natural e a separação
não.
Nós geramos traumas com tudo que não é natural. Cada
vez que presenciamos uma separação, num nível tão
próximo de onde estamos, isso pode causar trauma, pode ser que não.Tem
pessoas que dizem: ‘eu me separei e meus filhos não tiveram
trauma’. Isto pode ter sido muito bem trabalhado. O que eu digo é
que grande parte das pessoas que buscam terapias, psiquiatras, psicólogos,
têm dificuldades com evento da separação dos pais.
Participante: “Isso faz com que seus aspectos sejam estranhos um para o outro e essa é a essência da condição que induz ao medo, na qual o ataque é sempre possível. Tens toda a razão para sentir medo percebendo a ti mesmo como tu te percebes. É por essa razão que não podes escapar do medo enquanto não reconheceres que não criaste a ti mesmo, nem poderias tê-lo feito. Tu nunca podes fazer com que as tuas percepções equivocadas sejam verdadeiras e a tua criação está além do teu próprio erro. É por essa razão que, eventualmente, tens que escolher curar a separação”.
Jorge:
Então, sempre que, em alguma situação, duas pessoas
tenham escolhido se unir, têm que escolher curar a separação.
Se vocês já estiveram tão juntos e está acontecendo
esta possibilidade, vamos curar a separação. O quê está
acontecendo? Vamos ver o que está nos separando? Você tem que
trabalhar para curar a separação e não fortalecer a
separação. Não importa que tipo de terapia você
faça, tem que trabalhar para curar as separações. Então,
se nós estamos no Curso em Milagres, estamos aprendendo isto. Não
importa que tipo de terapia você faça, massagem , terapia emocional,
terapia mental, se uma pessoa procurar você, porque tem um conflito
com seu irmão, com o seu pai ou com a sua mãe, você
tem que procurar curar a separação e não fortalecê-la.
O que você diz quando um filho vem reclamar da mãe? “Mãe
é assim mesmo, você também não tem suas projeções
com relação à mãe? Você não vai
deixar de amar a tua mãe por causa disto! Tem uma hora que os filhos
têm conflitos com os pais. Tem uma hora que os pais têm conflitos
com os filhos”. O que o pai faz quando dois irmãozinhos brigam?
Crua a separação! “Vocês são irmãos,
não podem brigar, têm que se dar bem, têm que se amar!”
O pai não fortalece a separação, com, por exemplo:
“Ah, teu irmãozinho fez isto, então nunca mais deves
olhar para a cara dele!” Vocês viram, alguma vez um pai ou uma
mãe fazer isto? Não! O que acontece? Ela vai curar a separação.
Curar a separação é dissolver a razão do conflito
e trazer os dois para o estado de reintegração.
MEDITAÇÃO:
Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.
© 2004 - Milagres